
A baixa adesão das distribuidoras à subvenção federal ao diesel preocupa a secretária Estadual da Fazenda, Pricilla Santana. À coluna, lembrou que, no Rio Grande do Sul, além de preço, há o desafio de abastecimento. A crise dos combustíveis pela guerra no Irã ocorre em plena colheita da safra de verão. Embora o Estado tenha capacidade para produzir todo o diesel que consome, outros estão vindo comprar aqui para não importar, já que o preço disparou no mercado internacional.
— São distribuidoras muito relevantes, que precisavam aderir — reforça a secretária.
A Agência Nacional do Petróleo (ANP) confirmou que grandes empresas — como Vibra, Ipiranga e Raízen — não aderiram ao primeiro período da subvenção federal de R$ 0,32 por litro para o diesel, anunciada quando também foi zerado os impostos de PIS/Cofins. O programa exige que vendam o combustível abaixo de tetos que variam de R$ 3,51 a R$ 5,51 por litro, conforme a região.

As três companhias, juntas, dominam dois terços da venda de diesel a postos e consumidores industriais no país. Elas compram a maior parte do produto da Petrobras, que aderiu à subvenção, mas importam parte sem o desconto.
Em paralelo, o Ministério da Fazenda anunciou medidas nesta segunda-feira (6) que incluem uma segunda subvenção. Esta terá subsídio de R$ 1,20 para o diesel importado, rachada meio a meio por União e Estados, e uma nova para os produtores brasileiros do óleo, bancada pela União.
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Coluna Giane Guerra (giane.guerra@rdgaucha.com.br)
Com Isadora Terra (isadora.terra@zerohora.com.br) e Diogo Duarte (diogo.duarte@zerohora.com.br)


