
Um exemplo das conexões que ocorrem em um evento como o South Summit, que geram ideias que poderão, no futuro, ser colocadas em prática. Estava no espaço do Grupo RBS no Cais no intervalo entre o Gaúcha Atualidade e o Jornal do Almoço, quando o empresário Henrique Rauber, dono do Happy Valen, veio contar que conversa com outros empreendedores para criarem uma entidade estadual que represente o turismo rural, de natureza e aventura. A colunista aqui adorou e ainda respondeu que precisa ser para ontem! O associativismo é a melhor forma para estruturar setores econômicos e este tipo de turismo é essencial para atrair os tão almejados turistas de fora, especialmente os europeus, que justificariam novos voos diretos a Porto Alegre.
Neste momento, passava na frente o gerente de Marketing da Fraport, Rafael Guerra, que tanto comenta da relevância de oferecer esses atrativos para que a administradora do aeroporto Salgado Filho tenha força na negociação de novas rotas com as companhias aéreas. Ambos já ficaram conversando e trocando ideias.
Nisso, Guerra fez a provocação de que Porto Alegre seja local de "stopover", uma parada programada para turistas. Passagens da companhia aérea Tap, por exemplo, ficam mais baratas se o viajante optar por ficar um ou mais dias em Lisboa ou Porto, estimulando o turismo local. Mas a capital gaúcha não é "hub" de conexões de voos. Aí o gerente da Fraport complementou que pode ser um "stopover terrestre". Antes de subir a Gramado ou ir para outro destino gaúcho, o turista pode ficar um ou dois dias em Porto Alegre se tiver algum benefício. Para isso, é preciso atraí-lo lá no início do planejamento da viagem, oferecendo diária de hotel grátis ou com um bom desconto, voucher em restaurante ou comércio, etc.
Enquanto contava essa ideia na Rádio Gaúcha, o gerente de Marketing do Praia de Belas Shopping, Diego Rassier, ouvia e já mandou mensagem dizendo "pode nos considerar parceiros!" Lembro que o shopping é vizinho do Parque Marinha e da orla do Guaíba. Segundo ele, a ideia pode avançar com parcerias dos restaurantes, das lojas e de operações de entretenimento.
Mais que um evento
Presidente da edição brasileira e articulador para trazer o South Summit a Porto Alegre, José Renato Hopf conta que o plano é intensificar ações que façam ir além do evento. Isso vai de iniciativas de entretenimento até falar mais das articulações na construção de leis e políticas públicas voltadas a investimentos em inovação e startups. Movimentações essas, aliás, que o “Zeca”, como é conhecido, já fazia muito antes do South Summit Brazil.
Em tempo, uma das coisas sobre as quais o empresário mais se anima em falar é a proliferação de “summits” pelo interior do Rio Grande do Sul. Ele, pessoalmente, tem viajado a várias cidades para ajudar na estruturação dos eventos.
O valor do SS
Sobre questionamentos quanto ao valor pago para que o South Summit Brazil seja realizado no Rio Grande do Sul, o governador Eduardo Leite lembra quando a ideia surgiu, na época em que o Estado ainda ajustava caixa para colocar salários de servidores em dia. Conta que chegou a ponderar que os R$ 20 milhões pesariam demais. Foi quando o então secretário Estadual da Fazenda, Marco Aurélio Cardoso, disse que o ajuste era exatamente para que o Estado pudesse fazer investimentos importantes para o futuro, como trazer um evento internacional de inovação que movimentasse e mudasse sua economia.
Assista também ao programa Pílulas de Negócios, da coluna Acerto de Contas. Episódio desta semana: Liquidação da Piá, grupo endividado com R$ 130 milhões e gaúchas que irão a Hannover
Coluna Giane Guerra (giane.guerra@rdgaucha.com.br)
Com Isadora Terra (isadora.terra@zerohora.com.br) e Diogo Duarte (diogo.duarte@zerohora.com.br)






