
A disparada do petróleo beneficiou a Petrobras a ponto de fazer com que o Ibovespa fechasse em alta nessa segunda-feira (2), primeiro dia de mercado financeiro aberto após o ataque dos Estados Unidos e de Israel ao Irã. As ações da estatal subiram quase 5%.
A cotação do petróleo é pressionada pelo fechamento do Estreito de Ormuz, por onde passa 20% da produção mundial. Além disso, se a guerra perdurar, a petrolífera poderia ser a opção para abastecer mercados de potências como China, Índia e Japão. Também aceleraria a exploração na Margem Equatorial e na Bacia de Pelotas. Para mostrar que não seria prejudicada e até para mostrar-se como opção, a empresa informou que tem suas rotas alternativas a Ormuz.
Claro que vai depender de como a Petrobras irá se comportar quanto aos preços dos combustíveis, especialmente diesel e gasolina. Se houver pressão prolongada para que os reajustes sejam feitos e não o fizer, isso apontará risco a investidores. Isso porque a política de preços não é muito clara e sempre paira o receio de que a estatal sofra ingerência política. É ano de eleição e a última coisa que o governo federal quer é inflação.
Assista também ao programa Pílulas de Negócios, da coluna Acerto de Contas. Episódio desta semana: raio-x dos shoppings gaúchos, empréstimos aos pequenos negócios e voo encerrado
Coluna Giane Guerra (giane.guerra@rdgaucha.com.br)
Com Isadora Terra (isadora.terra@zerohora.com.br) e Diogo Duarte (diogo.duarte@zerohora.com.br)




