
Por incrível que pareça, a Petrobras afirmar que não aumentará o preço dos combustíveis preocupa mais neste momento do que elevá-lo. Quem conhece o setor, como as transportadoras de cargas, temem desabastecimento. Já o mercado financeiro tem receio da queda nas ações da empresa na bolsa de valores.
A presidente, Magda Chambriard, afirmou nesta sexta-feira (6) que o cenário internacional ainda é muito volátil e, por isso, a estatal ainda vai esperar para decidir sobre os reajustes. Só que o petróleo passou dos US$ 90 hoje (alta de US$ 20 na semana), como reflexo do ataque ao Irã e o fechamento do Estreito de Ormuz. Além disso, o preço da gasolina e, principalmente, do diesel disparou no mercado internacional.
Importadores não querem comprar combustíveis de fora e correm pelo produto vendido mais barato nas refinarias da Petrobras. A estatal, por sua vez, estabeleceu cotas de venda. É um desajuste de mercado que não se sustenta por muito tempo, ainda que exista a resistência a provocar inflação com um aumento em gasolina e diesel.
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Coluna Giane Guerra (giane.guerra@rdgaucha.com.br)
Com Isadora Terra (isadora.terra@zerohora.com.br) e Diogo Duarte (diogo.duarte@zerohora.com.br)

