Dentro da estratégia para buscar novas fontes de receita, a Ceasa de Porto Alegre estrutura o projeto para instalação de outras atividades no complexo do bairro Anchieta em um investimento que pode chegar a R$ 65 milhões. O presidente Carlos Siegle informa que a consultoria para prospecção de novos negócios encerrou a primeira etapa de estudos e já estão desenhados os projetos para lançar licitações ainda em 2026.
Com edital previsto para o primeiro semestre, a “Área 1” terá como âncora o posto de gasolina, já com licença de operação liberada pela prefeitura. Já a “Área 2” terá como principal o setor de flores, que será levado para a frente da Ceasa e com um “baita projeto de modernização”, diz Siegle.
— O entorno da primeira parte terá conveniência, farmácia, borracharia, lavagem, oficina e área de descanso para os motoristas. Na segunda, teremos restaurante, lojas de hortifrutigranjeiros, agroindústria, cafeteria, recarregamento de carro elétrico, lojas de artigos gaúchos, especiarias, azeites, queijos e embutidos, lojas de carnes, pescados, etc — lista ele.
A concorrência será para uso por prazo determinado (talvez 25 anos). Vencerá a maior oferta.

— A ideia no futuro é conectar com as agências de turismo e entrar na rota de quem entra e sai pelo aeroporto — completa o presidente.
A implementação do "hub" de inovação acabou adiada, mas segue neste plano da Ceasa. Por fim, ainda estão para ser liberados R$ 15 milhões do Funrigs (Fundo do Plano Rio Grande, criado com a suspensão da dívida com a União) para reformas ainda de danos provocados pela enchente de 2024.
Assista também ao programa Pílulas de Negócios, da coluna Acerto de Contas. Episódio desta semana: Usina bilionária, recuperação judicial da Xalingo e novo centro logístico da Shopee
Coluna Giane Guerra (giane.guerra@rdgaucha.com.br)
Com Isadora Terra (isadora.terra@zerohora.com.br) e Diogo Duarte (diogo.duarte@zerohora.com.br)



