
Foi um grande passo para combater a farra de financeiras sobre os aposentados o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) ter cobrado a devolução de dinheiro. O órgão está exigindo que o banco C6 devolva R$ 300 milhões aos segurados, além da suspensão básica dos empréstimos consignados pelas irregularidades.
Até então, se exigia termo de compromisso (em alguns casos, mais de uma assinatura dada a quantidade de problemas) ou então ocorreria o descredenciamento (como foi feito com 33 empresas, relembre aqui). Claro que romper o vínculo é ruim para as instituições financeiras, que usam os consignados do INSS como rentabilidade garantida para atrair investidores e acionistas. Porém, mandar devolver o que ganhou fazendo errado mexe no “bolso” das empresas, que é o seu caixa.
Neste caso específico do C6, a Controladoria-Geral da União (CGU) identificou 320 mil contratos de consignados com seguros e pacotes de serviços embutidos, em uma espécie de venda casada. O banco só poderá voltar a oferecer o serviço depois de restituir os aposentados. Cada seguro custava R$ 500. Entre 2020 e 2025, o C6 faturou R$ 20 bilhões com créditos consignados.
Assista também ao programa Pílulas de Negócios, da coluna Acerto de Contas. Episódio desta semana: Ranking de supermercados, crédito para complexo de biodiesel e fábrica de calçados fechada
Coluna Giane Guerra (giane.guerra@rdgaucha.com.br)
Com Isadora Terra (isadora.terra@zerohora.com.br) e Diogo Duarte (diogo.duarte@zerohora.com.br)



