
Três motivos são apontados pelo presidente da RodOil, Roberto Tonietto, para o desajuste no mercado de diesel nas últimas semanas, que afeta a colheita nas lavouras, transportadoras e até postos de combustíveis. Uma delas são as cotas de venda estabelecidas pela Petrobras nas refinarias. A procura aumentou após a disparada das cotações no mercado internacional com a guerra no Irã, gerando risco de desabastecimento.
— Ela está liberando abaixo do solicitado nos pedidos — disse o executivo da distribuidora gaúcha ao programa Gaúcha Atualidade, da Rádio Gaúcha.
Quanto à alta de preços, citou os leilões realizados pela Petrobras, como o de Canoas, quando o litro do diesel foi vendido por R$ 1,78 acima do valor de tabela. O outro, em resposta às afirmações de que o Rio Grande do Sul é autossuficiente no combustível, é que outros Estados vieram buscar o produto aqui a partir do momento em que o importador ficou muito caro.
— A cadeia de combustível não é simples como se pensa. O que me deixa indignado não é se Petrobras ou governo estão fazendo certo ou errado, mas a falta de transparência — desabafou.
Segundo ele, a Agência Nacional do Petróleo (ANP) está para retirar temporariamente a exigência de que as distribuidoras mantenham três dias de estoque, o que pode aliviar o mercado. Ressaltou que em época de colheita da safra de verão, como agora, o consumo aumenta em 20%.
Assista também ao programa Pílulas de Negócios, da coluna Acerto de Contas. Episódio desta semana: Ranking de supermercados, crédito para complexo de biodiesel e fábrica de calçados fechada
Coluna Giane Guerra (giane.guerra@rdgaucha.com.br)
Com Isadora Terra (isadora.terra@zerohora.com.br) e Diogo Duarte (diogo.duarte@zerohora.com.br)



