
A Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) também pediu mais 30 dias para responder à recomendação do Ministério Público Federal (MPF) para suspender o licenciamento do Projeto Natureza, que inclui uma nova fábrica de celulose com investimento de R$ 27 bilhões da chilena CMPC. O prazo terminava na última quinta-feira (19).
O mesmo foi feito pela Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam), como a coluna noticiou. Por ela, a prorrogação foi solicitada para "aguardar esclarecimentos da Funai, considerados essenciais para subsidiar a resposta à recomendação em análise."
O diretor-técnico da Fepam, Gabriel Ritter, enfatiza que a competência para avaliar o impacto nas comunidades indígenas é da Funai. O Ministério dos Povos Indígenas (MPI) também recebeu o ofício, mas não retornou ainda sobre o questionamento da coluna. O MPF não dá entrevista sobre o assunto.
A Fepam lembra que, em janeiro, foi realizada audiência pública e, na metade de fevereiro, terminou o prazo para manifestações do público geral. Agora é o período no qual o órgão analisa essas sugestões. Em entrevista à coluna, o diretor-geral da CMPC, Antonio Lacerda, disse que a empresa fez o Estudo de Componente Indígena porque foi a recomendação inicial dada pelo MPF.
Assista também ao programa Pílulas de Negócios, da coluna Acerto de Contas. Episódio desta semana: Ranking de supermercados, crédito para complexo de biodiesel e fábrica de calçados fechada
Coluna Giane Guerra (giane.guerra@rdgaucha.com.br)
Com Isadora Terra (isadora.terra@zerohora.com.br) e Diogo Duarte (diogo.duarte@zerohora.com.br)





