
Quase um terço dos funcionários de supermercados do Rio Grande do Sul têm empréstimo consignado CLT, com desconto na folha de pagamento. Foram ouvidas 21 redes na sondagem da Associação Gaúcha de Supermercados (Agas), cujo presidente, Lindonor Peruzzo Júnior, tem manifestado forte preocupação com o assunto.
— Aqui na empresa, 40% dos nossos funcionários têm algum empréstimo e a média é de 2,8 créditos por cada um deles — contou em entrevista ao Gaúcha Atualidade, da Rádio Gaúcha.
A taxa média mensal de juros é de 4,6%, mas algumas relataram 12%. A coluna já recebeu tabelas de varejistas com taxa de 33% ao mês, altíssima.
E, além do endividamento e comprometimento da renda, há o estímulo à informalidade. Seis em cada 10 supermercadistas ouvidos dizem que já tiveram funcionários que pediram demissão e buscaram trabalho informal porque não tem desconto na folha. O juro do empréstimo, porém, segue correndo e a prestação da dívida é retomada no caso de um novo emprego com vínculo CLT.
— Mais de 90% dos empresários dizem que o endividamento está muito preocupante e que segue crescendo — enfatiza Peruzzo.
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Coluna Giane Guerra (giane.guerra@rdgaucha.com.br)
Com Isadora Terra (isadora.terra@zerohora.com.br) e Diogo Duarte (diogo.duarte@zerohora.com.br)






