
Altas de R$ 0,03 a R$ 0,20 por litro já estão sendo informadas pelas distribuidoras para o preço do diesel. Comunicados foram enviados a postos de combustível e transportadoras de carga pelas empresas Buffon, Rede SIM e Petronas. A justificativa é o aumento do preço para importação após a disparada nos valores no mercado internacional com o ataque ao Irã e o fechamento do Estreito de Ormuz, por onde passam navios de petróleo e com o próprio diesel.
Não se trata de um aumento nas refinarias brasileiras. A Petrobras domina boa parte deste mercado e ainda não sinalizou reajuste, embora seu diesel esteja hoje com preço 42% abaixo do mercado internacional e a gasolina 18% menos. Mesmo que evite repasse durante oscilações, não conseguirá segurar por muito tempo.
— Os fretes já estavam defasados em 10% antes. Esses custos irão pressionar a inflação e outros muitos produtos são derivados de petróleo. Um desafio para um país que precisa reduzir a taxa de juro Selic — alerta o presidente da Federação das Empresas de Logística e Transporte de Cargas no Rio Grande do Sul (Fetransul), Francisco Cardoso.
O diretor Diego Tomasi avalia que o aumento pelas distribuidoras está ocorrendo rápido demais:
— O navio com petróleo que ia para a Ásia nem saiu do estreito e o aumento já chegou no Rio Grande do Sul. Logística do aumento é rápida, vem de avião. Redução vem a cavalo — ironiza.
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Coluna Giane Guerra (giane.guerra@rdgaucha.com.br)
Com Isadora Terra (isadora.terra@zerohora.com.br) e Diogo Duarte (diogo.duarte@zerohora.com.br)




