
Fundada em 1970 por quatro irmãos em Igrejinha, no Vale do Paranhana, a Calçados Tabita encerrou as atividades. Em comunicado, a empresa informou que enfrentava dificuldades desde a pandemia, mas a crise se agravou com um incêndio da fábrica em maio do ano passado e, mais recentemente, com o tarifaço dos Estados Unidos sobre as exportações. A produção estava em mil pares de calçados femininos por dia e metade era vendida ao Exterior.
"Seguramente o dia mais difícil da minha vida, tenho aqui colaboradores que chegaram antes de mim, pelos quais tenho profundo respeito e admiração. Justamente por esse respeito é que precisamos descontinuar a operação e garantir que estes colaboradores e amigos tenham os seus direitos garantidos", desabafou o administrador Marcos Adriano Ermel ao informar os funcionários sobre a decisão de fechamento.
São cerca de 200 trabalhadores. Segundo o presidente do Sindicato dos Sapateiros de Igrejinha, Dirceu Leodoro Alves, os salários estão em dia, mas há parcelas a depositar do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). A Tabita garante que todo o ativo da empresa hoje será usado para pagar as verbas rescisórias e demais credores.
— Empresa nos disse que o seguro do incêndio não foi pago até agora — conta o sindicalista.
Assista também ao programa Pílulas de Negócios, da coluna Acerto de Contas. Episódio desta semana: licenciamento de fábrica de R$ 27 bi, novos voos e data center atrasado
Coluna Giane Guerra (giane.guerra@rdgaucha.com.br)
Com Isadora Terra (isadora.terra@zerohora.com.br) e Diogo Duarte (diogo.duarte@zerohora.com.br)





