
Disparou o preço do diesel no mercado internacional com a escalada do conflito no Oriente Médio, grande fornecedor mundial do combustível. A diferença em relação às refinarias da Petrobras aqui no Brasil atingiu 32%. Neste patamar, o economista da Quantitas Asset João Fernandes acha que a estatal será pressionada a fazer um reajuste já nos próximos dias.
Ainda que a Petrobras evite aumentar em momentos de volatilidade, uma diferença muito grande pode provocar desajuste no mercado. Importadores deixarão de comprar de fora e as refinarias brasileiras não produzem o suficiente do combustível, usado no transporte de cargas e, portanto, com impacto inflacionário em cascata.
Outro ponto é que, se a Petrobras não reajustar, investidores desconfiarão de ingerência política e os preços das ações na bolsa caem.
O preço do petróleo está subindo (superou US$ 80 o barril, alta de US$ 20 em dois dias) porque o ataque no Irã fechou o Estreito de Ormuz, por onde passa 20% da produção mundial. Há pressão sobre a gasolina também, mas o "gap" do Brasil com o Exterior está menor, de 18%.
Aproveite também para assistir ao Seu Dinheiro Vale Mais, o programa de finanças pessoais de GZH. Episódio desta semana: as taxas abusivas no consignado CLT
Coluna Giane Guerra (giane.guerra@rdgaucha.com.br)
Com Isadora Terra (isadora.terra@zerohora.com.br) e Diogo Duarte (diogo.duarte@zerohora.com.br)


