
Distribuidoras de combustíveis serão notificadas pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) para prestarem esclarecimentos sobre a falta de diesel. O problema é relatado por transportadores de cargas e principalmente pelos produtores rurais, que estão em plena colheita de arroz e soja.
Segundo monitoramento da agência reguladora no Rio Grande do Sul, haveria estoques suficientes para assegurar o abastecimento. Também garante que a produção e a entrega do combustível seguem em ritmo regular pelo principal fornecedor da região, que é a Refinaria Alberto Pasqualini (Refap), da Petrobras.
Sinaliza, portanto, que o desajuste estaria nas distribuidoras e, por isso, a ANP pediu as informações sobre "volume em estoque, os pedidos recebidos e os pedidos efetivamente aceitos" e afirmou que tomará medidas cabíveis se necessário. Isso inclui aumentos injustificados de preço, segundo a nota da agência.
Por fim, a ANP enfatiza que o Rio Grande do Sul produz mais diesel do que consome e está com nível de estoque regular: "Não foram constatadas justificativas técnicas ou operacionais que expliquem uma eventual recusa no fornecimento do produto."
O fornecimento de diesel está com problemas também em outros Estados, mas a situação do Rio Grande do Sul fica mais crítica pelo momento da safra, atualiza o presidente do sindicato que representa os postos de combustível, Sulpetro, João Carlos Dal’Aqua.
A coluna vem alertando para o problema desde a semana passada, quando as distribuidoras passaram a relatar as cotas limitadas pela Petrobras. Ao mesmo tempo não se quer importar diesel porque o preço disparou no mercado internacional com o conflito no Irã.
Segundo o presidente da Farsul, Domingos Velho, são quatro dias já com problemas no fornecimento e agora as maiores distribuidoras dizem não saber quando a entrega será retomada aos TRRs (Transportador Revendedor Retalhista), empresas autorizadas a comprar combustíveis a granel de refinarias e distribuidoras para revender diretamente ao consumidor final, com entrega própria.
Abastecem empresas, transportadoras, indústrias e fazendas, especialmente locais de difícil acesso.
Coluna Giane Guerra (giane.guerra@rdgaucha.com.br)
Com Isadora Terra (isadora.terra@zerohora.com.br) e Diogo Duarte (diogo.duarte@zerohora.com.br)


