
Está faltando diesel na lavoura, tratores estão indo abastecer em postos de combustível, algumas revendas relatam cotas estabelecidas por distribuidoras e pela Petrobras e a estatal está realizando até leilão de diesel no Rio Grande do Sul. Ou seja, problema há em um ou mais pontos desta cadeia econômica, desajustada desde o ataque ao Irã e a disparada de preços de petróleo e combustíveis no Exterior.
A Petrobras não admite estar limitando a venda, mas sempre o faz quando o preço dispara no mercado internacional, ela não quer reajustar aqui e há uma correria de encomendas às suas refinarias. As distribuidoras não falam, mas é de conhecimento geral que estão retendo estoques, principalmente para as TRRs, empresas que ficam no final da fila de abastecimento (depois dos postos e das transportadoras de cargas), mas neste momento de colheita no Estado são essenciais para levar o diesel até as lavouras.
Mas o pior da falta de transparência está na Agência Nacional do Petróleo (ANP). A agência reguladora tem o dever de informar claramente agentes da cadeia econômica e sociedade. Se no sábado pediu esclarecimentos, já deveria tê-los recebido e exposto. Com este desajuste de combustível, não cabe apenas dizer, por nota, que "não identifica restrições à manutenção das atividades ou à disponibilidade de combustíveis no mercado doméstico". Ou não está monitorando direito ou não está repassando informação.
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Coluna Giane Guerra (giane.guerra@rdgaucha.com.br)
Com Isadora Terra (isadora.terra@zerohora.com.br) e Diogo Duarte (diogo.duarte@zerohora.com.br)






