Preços e organização da cadeia produtiva serão os reflexos na pecuária gaúcha no impasse do comércio de carne bovina com a China, projetou o presidente do Sindicato das Indústrias de Carnes e Derivados do Rio Grande do Sul (Sicadergs), Ronei Lauxen, em entrevista ao Gaúcha Atualidade, da Rádio Gaúcha. O mercado chinês limitou a compra do produto brasileiro em 1,1 milhão de toneladas em 2026 com a taxa normal de 12%. O que exceder pagará 55%. Para evitar desequilíbrio, o próprio setor constrói com o Ministério da Agricultura uma "divisão" dessa cota entre frigoríficos.
— Uma queda de preços pode ocorrer de forma imediata, mas é artificial e momentânea. E ela acaba desorganizando a cadeia, eliminando margens que o setor produtivo precisa para se manter ativo e firme — diz Lauxen.
Indústrias gaúchas exportam 23 mil toneladas por ano à China, 1,5% do total do país. É pouco no montante nacional, mas relevante para o setor gaúcho, ainda que ele tenha foco no mercado interno. Quando a rentabilidade é comprometida, a tendência é queda de produção, o que aumenta preços futuramente. O presidente do Sicadergs, porém, enfatiza que ainda espera que a diplomacia brasileira consiga reverter o limite imposto pela China.
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Coluna Giane Guerra (giane.guerra@rdgaucha.com.br)
Com Isadora Terra (isadora.terra@zerohora.com.br) e Diogo Duarte (diogo.duarte@zerohora.com.br)



