
A jornalista Isadora Terra colabora com a colunista Giane Guerra, titular deste espaço.
Uma startup de Porto Alegre está com planos de instalar 10 centros tecnológicos em periferias do Estado até 2030. Os Citas, como são chamados os os Centros de Educação Tecnológica e Ambiental, são ideia do fundador e CEO da Persepolis Escola Livre, Miro Silva. O primeiro, aliás, já está em operação no bairro Bom Jesus, na Capital, e uma segunda unidade deve ser aberta ainda neste ano na Restinga, na Ocupação Vida Nova. Planeja-se, também, entrar em cidades como Santa Maria e Pelotas.
Cada laboratório atende de 10 a 15 jovens por ciclo, com cursos de três meses. Desde o início, mais de 300 pessoas já participaram das formações. A iniciativa se baseia na recuperação de equipamentos de tecnologia da informação descartados por empresas, que são reaproveitados para inclusão digital. Hoje, cerca de 80% dos resíduos eletrônicos recebidos são recuperados.
— O Brasil é o quinto maior produtor de lixo eletrônico do mundo, mas recicla apenas 3% do que descarta. O nosso foco hoje são resíduos eletrônicos em TI (tecnologia da informação) das empresas para frear essa obsolescência programada — afirma Silva.
No projeto ainda está prevista a ampliação de uma rede inteligente de coleta de lixo eletrônico e implantação de um Dashboard ESG para rastreabilidade dos resíduos. Selecionada no programa BNDES Garagem entre mais de 1.800 startups, a empresa está na fase de tração e busca escalar o modelo. O custo médio para implantar uma Cita é cerca de R$ 150 mil.

Assista também ao programa Pílulas de Negócios, da coluna Acerto de Contas. Episódio desta semana: armadilha do Master, disparada da conta de luz e súper em antiga taQi
Coluna Giane Guerra (giane.guerra@rdgaucha.com.br)
Com Isadora Terra (isadora.terra@zerohora.com.br) e Diogo Duarte (diogo.duarte@zerohora.com.br)



