
Como a todos, intriga a forma como aplicações financeiras do Banco Master, o Pleno e o Will Bank se espraiaram entre os investidores para, apesar de tantas pontas soltas, conseguirem captar mais de R$ 50 bilhões. Presidente do conselho de administração da Central Sicredi Sul/Sudeste, Márcio Port fez à coluna uma análise interessante sobre a adesão da população. Começa com a abertura dos brasileiros a novas tecnologias, o que não é ruim, mas as pessoas precisam se preocupar em saber qual é a instituição financeira com a qual estão se relacionando.
— Até parece que as pessoas acreditam que por um app (aplicativo) estar na Apple Store ou no Google Play se trata de algo confiável. No passado, elas se informavam em relação às instituições — disse o presidente da cooperativa de crédito.
Isso referenda o alerta que a coluna tem feito. Pesquise antes de abrir conta em um banco se ele não está envolvido em fraude ou investigação. Faça o mesmo ao comprar uma aplicação financeira qualquer, como um CDB, pois pode ser de outra instituição, ainda que seja comercializada por uma corretora ou um banco bem conhecidos.
E, claro, ligue o desconfiômetro. Port lembra das promessas de rentabilidades incompatíveis com o que o mercado financeiro permite pagar. O Master chegou a pagar 180% da taxa Selic, algo como 26% ao ano.
— Imagina a quanto o Master teria que emprestar esse dinheiro para conseguir ter uma operação rentável. No mercado financeiro, temos que desconfiar do que parece milagroso. Se o parâmetro é a taxa Selic, desconfie do que se disponha a pagar mais do que 105% ou 110% disso em aplicações com perfil de longo prazo.
Fundado em 1902 em Nova Petrópolis, o Sicredi tem agências em 484 dos 497 municípios gaúchos.
Aproveite também para assistir ao Seu Dinheiro Vale Mais, o programa de finanças pessoais de GZH. Episódio desta semana: o que o escândalo do Banco Master ensina sobre CDBs?
É assinante mas ainda não recebe a carta semanal exclusiva da Giane Guerra? Clique aqui e se inscreva.
Coluna Giane Guerra (giane.guerra@rdgaucha.com.br)
Com Isadora Terra (isadora.terra@zerohora.com.br) e Diogo Duarte (diogo.duarte@zerohora.com.br)



