
O presidente do Sindicato das Escolas de Idiomas do RS (Sindiomas-RS), Eduardo de Barros Alves, afirma que o número de unidades de ensino exclusivo de línguas estrangeiras caiu cerca de 30% em cinco anos. Segundo ele, os motivos incluem a queda da demanda e a concorrência com escolas particulares.
— Foi uma redução brutal. A pandemia afetou muito o segmento, e depois ainda veio a enchente — diz.
Segundo Alves, a mudança no mercado das escolas particulares afetou o setor, mas abriu oportunidades.
— Antigamente, ninguém aprendia efetivamente a dominar o idioma, ou se tornava fluente (nas escolas particulares). Hoje, elas já desenvolveram essa competência, mesmo que através da terceirização dessa área. Isso é um problema e também uma oportunidade para parcerias — pondera.
Para virar o jogo, o presidente acredita que as escolas de idiomas devem se reposicionar como centros de educação internacional, com intercâmbios, certificações e aulas relacionadas a liderança e inteligência emocional.
— O público está mais exigente. Temos que nos adequar a uma nova realidade.
Alves é dono de três franquias da rede Yazigi em Porto Alegre. A marca foi comprada recentemente pelo grupo paulista MoveEdu. Focado em tecnologia, a expectativa é de que o novo franqueador ajude a otimizar a gestão do negócio.
*Sob supervisão do jornalista Luís Felipe dos Santos
Assista também ao programa Pílulas de Negócios, da coluna Acerto de Contas. Episódio desta semana: armadilha do Master, disparada da conta de luz e súper em antiga taQi
Coluna Giane Guerra (giane.guerra@rdgaucha.com.br)
Com Isadora Terra (isadora.terra@zerohora.com.br) e Diogo Duarte (diogo.duarte@zerohora.com.br)


