
Em um esforço para conquistar um data center da Qair, do Ceará, o secretário de Desenvolvimento, Inovação, Turismo e Economia do Mar de Rio Grande, Vitor Magalhães, encaminhou à empresa um documento listando os incentivos tributários e não tributários que o município oferece para atrair o empreendimento. Uma equipe da companhia já esteve recentemente na cidade, onde analisa instalar também uma estrutura que gera a energia necessária para o projeto. Data centers consomem muito, com a usual exigência de que seja de fonte renovável.
A coluna leu o documento, que começa citando as áreas industriais disponíveis na área urbana de Rio Grande, com solo estável e sem potencial de alagamento. "Todas as áreas ofertadas neste documento são municipais e podem ser repassadas a projetos de interesse municipal", enfatiza. O projeto da Qair foi classificado como prioritário e de interesse municipal, o que permite o repasse dos terrenos sem ônus financeiro e agilidade no licenciamento.
Na sequência, fala da infraestrutura de energia. Há seis subestações próximas das áreas oferecidas e uma linha de alta tensão, sem disputa por capacidade instalada. A retomada do projeto da usina térmica a gás natural, que teve decisão favorável na Justiça, também foi apontada com garantia de fornecimento.
Quanto à estrutura de fibra ótica e telecomunicações, apontou custo menor de resfriamento, grande quantidade de água e segurança climática, citando o baixo impacto da enchente de 2024 na cidade. "Rio Grande não é um ponto isolado, mas sim um nó de distribuição no extremo sul do país", salientou ao falar do tráfego de dados com foco em Mercosul.
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Coluna Giane Guerra (giane.guerra@rdgaucha.com.br)
Com Isadora Terra (isadora.terra@zerohora.com.br) e Diogo Duarte (diogo.duarte@zerohora.com.br)






