
A jornalista Isadora Terra colabora com a colunista Giane titular deste espaço.
Alguns trechos de ferrovias da região Sudeste e centro-oeste tem despertado interesse de empresas internacionais. Procurado pela coluna, o secretário-executivo do Ministério dos Transportes, George Santoro, falou sobre o trabalho realizado pela pasta e sobre possíveis interessados à Malha Sul.
Como está sendo o trabalho do governo com empresas de fora?
Agora que os projetos (de ferrovias) estão maduros, é natural que as empresas comecem a olhar. Vamos focar no mercado e receber reuniões. Geralmente separamos dois dias do mês para isso, mas não está sendo o suficiente. Fazemos reuniões específicas, mais técnicas, entre as equipes de engenharia dos consórcios que estão estudando (as ferrovias) e a nossa equipe. É uma fase importante, pois as empresas vão a campo olhar, voltam com dúvidas. Nós sentamos com eles e tira essas dúvidas.
Tem empresas de fora olhando os corredores da Ferrogrão e do sudeste, mas e a Malha Sul?
Na Malha Sul, nós acabamos de fechar o projeto. O grupo de trabalho divulgou agora os resultados de como vai ser o modelo. Está prevista para em março abrir a consulta pública, pública e aí vamos receber as contribuições de todo mundo. O projeto está muito maduro, mas está um pouquinho menos maduro que os demais projetos da carteira. Mas eu tenho clareza que várias empresas demonstraram interesse na Malha Sul, só não posso precisar se já tem gente estudando, porque acabamos de divulgar os lotes.
Ainda há chances de mudar o modelo de concessão?
A audiência pública é para isso. Muitas vezes as contribuições recebidas são extremamente relevantes, e aí se incorpora no projeto. Podemos receber contribuições, por exemplo, de fazer novos ramais ferroviários no mesmo projeto, pode ser que alguém demonstre que vale a pena mudar algum lote. Mas tudo isso vai depender do que vier da audiência. Temos estudado a Malha Sul há mais de um ano. Não é um projeto que a gente jogou no mercado a partir de uma consultoria só. Acredito que os ajustes vão aparecer, mas nesse caso em específico, acredito que não vamos fazer um cavalo de pau, nenhuma mudança grande, como fizemos na Malha Oeste.
Coluna Giane Guerra (giane.guerra@rdgaucha.com.br)
Com Isadora Terra (isadora.terra@zerohora.com.br) e Diogo Duarte (diogo.duarte@zerohora.com.br)





