
A Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) diz não haver entrave ou demora no processo para licenciamento ambiental da Soli3, projeto para construir uma fábrica de biodiesel em Cruz Alta, noroeste do Rio Grande do Sul. A tramitação foi motivo de reclamação do presidente da Cooperativa Agropecuária e Industrial do Rio Grande do Sul (Cotrijal), Nei César Manica, quando questionado no Gaúcha Atualidade, da Rádio Gaúcha, sobre o andamento do projeto de R$ 1,25 bilhão, em parceria com Cotrisal e Cotripal. Aguarda-se a licença prévia, que atesta a viabilidade ambiental, para então pedir a de instalação, para início da obra.
Em nota, o órgão afirmou que o projeto tem prioridade de análise e que "cabe ao empreendedor cumprir os ritos e apresentar a documentação exigida". Informou ainda que, entre as inconsistências, os documentos enviados até agora não atendem às normas para fábricas de combustíveis, como apresentação de cenários de risco e de impacto para casos de acidentes, como nuvem tóxica e incêndios.
O Soli3 prevê produção mensal de 18 mil toneladas de biodiesel, 66 mil toneladas de farelo de soja, 2,3 mil toneladas de glicerina e 4,5 mil toneladas de casca de soja. A ideia é implantar tanques para armazenamento de produtos químicos, como metanol, hexano, biodiesel, ácido clorídrico e metilato.

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Coluna Giane Guerra (giane.guerra@rdgaucha.com.br)
Com Isadora Terra (isadora.terra@zerohora.com.br) e Diogo Duarte (diogo.duarte@zerohora.com.br)



