
Calculado pelo Banco Central, o Índice de Atividade Econômica Regional do Rio Grande do Sul (IBCRRS) avançou 1,7% em 2025 sobre 2024. Foi um crescimento menor do que o nacional, que ficou em 2,5%, e inferior a 2024, que teve enchente. O indicador é considerado uma prévia do PIB, divulgado apenas trimestralmente pelo IBGE e ainda sem o fechamento do ano passado.
Economista-chefe da Câmara de Dirigentes Lojistas de Porto Alegre (CDL POA), Oscar Frank salienta que o gaúcho foi o terceiro resultado mais tímido do país. Apenas Pernambuco (+0,8%) e São Paulo (+1,1%) tiveram crescimentos menores.
— Na largada do ano, o excesso de calor já prejudicou o agro, especialmente a soja. Também esgotaram recursos liberados por governos após a enchente de 2024. E ainda houve o reflexo do tarifaço dos Estados Unidos, mesmo que minimizado pelo redirecionamento da exportação a mercados alternativos. Por fim, cabe registrar as suspensões de produção na GM, a parada de manutenção na Refap (refinaria da Petrobras em Canoas) e a gripe aviária — detalhou Frank em entrevista ao programa Acerto de Contas, da Rádio Gaúcha (ouça abaixo).
Economia em 2025
- RS +1,7%
- Brasil +2,5%
Fontes: Banco Central, CDL POA,
- Varejo +2,5%
- Indústria +2,4%
- Serviços -4,4%
- Agropecuária -6,9%
Fontes: IBGE, Mapa
Indústria
A produção cresceu 2,4%, após anos de estagnação. A principal influência foi de produtos alimentícios (7,2%), pela participação na matriz produtiva. Já as maiores altas foram em fumo (13,9%) e bebidas (12,4%), segundo o IBGE. Por outro lado, a fabricação de veículos, reboques e carrocerias (-7,5%) teve a maior retração.
Varejo
A venda avançou 2,5%, desacelerando bastante já que no ano anterior tinha se beneficiado pelos auxílios de governo na enchente. Equipamentos de informática (-13,4%), móveis e eletrodomésticos (-6,1%) tiveram as quedas mais intensas. Os maiores crescimentos de venda foram em farmácias (+4,4%) e supermercados (+3,6%).
Serviços
Fecharam o ano com um tombo de 4,4%. Transportes puxaram o resultado, com retração de 11,5%. O turismo até cresceu 11,4%, mas está 19,6% abaixo de abril de 2024, antes da enchente. Ou seja, há um longo caminho para consolidar recuperação.
Agropecuária
Com mais uma estiagem na safra de verão, o Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBPA) caiu 6,9%. O Ministério da Agricultura mede a receita gerada nas propriedades rurais, cruzando volume produzido e preços.
Ouça a entrevista na íntegra:
Assista também ao programa Pílulas de Negócios, da coluna Acerto de Contas. Episódio desta semana: obra de fábrica de aviões, novo carro gaúcho e 3 mil tênis doados por calçadista
Coluna Giane Guerra (giane.guerra@rdgaucha.com.br)
Com Isadora Terra (isadora.terra@zerohora.com.br) e Diogo Duarte (diogo.duarte@zerohora.com.br)


