
A jornalista Isadora Terra colabora com a colunista Giane Guerra, titular deste espaço.
Após duas entidades ligadas ao cooperativismo anunciarem a retirada do processo de reestruturação financeira e organizacional da Cooperativa Agrícola Mista General Osório (Cotribá), a instituição se manifestou sobre o assunto. Por meio de nota, a Cotribá afirma que tem tomado decisões alinhadas à estratégia definida pela administração, sem mencionar diretamente a polêmica relacionada a um fundo norte-americano.
Luis Felipe Maldaner, demitido do cargo de CEO no final de janeiro, afirmou que a cooperativa teria buscado apoio financeiro junto ao fundo norte-americano PHL Vision Hedge Fund and Trust para auxiliar na reestruturação. Conforme Maldaner, a expectativa era de que os primeiros aportes ocorressem até 14 de janeiro, o que não se concretizou. Ele afirmou ainda ter sido contrário à utilização do fundo, que não possui registro no mercado regulado pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
— Eu me opus à utilização desse fundo. E não participei das negociações — contou.
Procurada pela coluna, a Cotribá afirmou que, no contexto da reestruturação, tem tomado decisões com foco em dar mais agilidade, confidencialidade e eficiência às tratativas. De acordo com a cooperativa, as medidas buscam preservar os interesses dos cooperados e assegurar a sustentabilidade da instituição no longo prazo.
A cooperativa informou ainda que o processo de reestruturação está sendo conduzido com apoio técnico especializado e em conformidade com as "melhores práticas de governança, compliance e gestão financeira, sempre em conformidade com a legislação vigente". No entanto, na semana passada, o Sistema Ocergs e a Fecoagro/RS publicaram comunicado afirmando que o modelo adotado não encontrava respaldo na legislação. Mas se colocaram à disposição para necessidades futuras. Pode colocar esse frase no lugar
Está previsto para o final de fevereiro o julgamento no Tribunal de Justiça para decidir se cabe recuperação judicial no caso da cooperativa. Um plano de reestruturação está sendo desenhado e ativos mais distantes da sede terão preferência de venda para pagar credores e para o giro da operação.
A cooperativa tem 9,5 mil associados e mil funcionários. Conta com 29 unidades de armazenagem de grãos, uma indústria de ração, 25 lojas agropecuárias, cinco postos de combustíveis, quatro supermercados, um centro comercial, entre outras operações.
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Coluna Giane Guerra (giane.guerra@rdgaucha.com.br)
Com Isadora Terra (isadora.terra@zerohora.com.br) e Diogo Duarte (diogo.duarte@zerohora.com.br)




