
Não é novidade que a costela de gado é o corte preferido do gaúcho. Só a Ceasa do Rio Grande do Sul contabilizou a venda de 1,31 mil toneladas em 2025. De longe, foi a carne mais comercializada. Com a metade do volume, aparecem o salmão e a coxa de frango. Bem depois, com um terço da quantidade, está a paleta bovina.
Presidente do Sindicato das Indústrias de Carnes e Derivados do Rio Grande do Sul (Sicadergs), Ronei Lauxen, porém, conta que a demanda pela costela já foi maior.
— Temos percebido que os hábitos de consumo têm se alterado nas últimas décadas, com a busca por alternativas. Em outras épocas, a entrada de costela de outros Estados era bem superior. Ainda assim, toda a costela produzida no Rio Grande do Sul é consumida aqui e precisamos buscar um reforço de fora.
E os preços? A carne tem influência alta de aumentou ou redução de consumo. O da costela caiu mais de 4% nos últimos 12 meses na região metropolitana Porto Alegre, segundo a pesquisa de inflação do IBGE. Mas a maior queda foi na paleta, muito usada para fazer carne de panela. Por outro lado, a maior alta de preço foi no contrafilé, que, aliás, tem sido um corte que entra no repertório do churrasco do gaúcho.
- Inflação +5,06%
- Paleta -6,33%
- Costela -4,27%
- Músculo -1,66%
- Acém -0,18%
- Contrafilé +6,4%
- Coxão de Dentro +3,13%
- Alcatra +2,24%
- Picanha +0,85
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