
Com seis mil novos trabalhadores em 2025, o Rio Grande do Sul está com 29.791 empregos com carteira assinada ocupados por venezuelanos. Os dados foram atualizados pelo presidente da Fundação Gaúcha do Trabalho e Ação Social (FGTAS), José Scorsatto, em entrevista ao Gaúcha Atualidade, da Rádio Gaúcha. As vagas ficam, principalmente, na indústria, mas também têm crescido oportunidades no comércio de bens e serviços.
Scorsatto tem conversado com a equipe das Nações Unidas (ONU) que recebe os refugiados em Roraima, de quem recebe relatos de que a movimentação segue normal apesar do ataque dos Estados Unidos à Venezuela com a captura de Nicolás Maduro no final de semana. Também não percebe sinais de que venezuelanos trabalhando aqui queiram já retornar ao seu país.
— Ao contrário, a instabilidade pode até aumentar o fluxo de pessoas querendo vir trabalhar no Rio Grande do Sul — avalia o presidente da FGTAS.
Argentinos
O número de trabalhadores argentinos também aumenta. Já são 5.420, atrás apenas dos venezuelanos e dos haitianos. Só em 2025, 2.183 novos empregos foram ocupados por pessoas vindas da Argentina, que enfrenta mais uma crise econômica. Indicadores macroeconômicos melhoraram no governo de Javier Milei, mas a pobreza aumentou.
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