
Se você, como eu, tem conta em banco, usa cartão de crédito ou qualquer serviço que remunere instituição financeira direta ou indiretamente, vai dividir comigo a conta do escândalo do Banco Master. Isso porque nossos bancos são os que mantêm o colchão financeiro do Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Cada um deposita um pouco (que é muito dinheiro) para cobrir alguns investimentos no caso de quebra de banco, mantendo a segurança do sistema.
No caso do Master, estima-se R$ 41 bilhões de ressarcimento a 1,6 milhão de clientes. É um terço do patrimônio do FGC, que ainda terá que ser reposto. Na lógica de qualquer seguro, como de carro, os demais irão assumir o prejuízo. E quem fará isso cobrou e terá que cobrar mais dos seus clientes — nós — para, de pouquinho em pouquinho, suprir o FGC.
Em vez de tentar intimidar o Banco Central contra a liquidação do Master, o Tribunal de Contas da União (TCU) e outros órgãos deveriam estar fazendo uma força-tarefa para recuperar o dinheiro que Daniel Vorcaro e sua equipe desviaram. São esquemas de fraudes que incluem empréstimos fraudulentos e calcados na segurança do FGC. Qualquer quantia ajudará a cobrir os rombos que foram deixados para trás, que terão que ser fechados por nós.
Em tempo, FGC ainda não tem previsão para ressarcir os lesados. Aguarda a lista de credores há mais de 50 dias. Neste tempo, o dinheiro nas aplicações, especialmente CDB, não está rendendo.
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Coluna Giane Guerra (giane.guerra@rdgaucha.com.br)
Com Isadora Terra (isadora.terra@zerohora.com.br) e Diogo Duarte (diogo.duarte@zerohora.com.br)


