
As jornalistas Isadora Terra e Kyane Sutelo colaboram com a colunista Giane Guerra, titular deste espaço.
Não foram apenas os clientes e investidores os afetados pela liquidação do Will Bank, anunciada na quarta-feira (21) pelo Banco Central (BC). A medida impacta, também, os funcionários que atuavam na instituição, que, aliás, foram pegos de surpresa com a decisão.
O Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo afirma que está monitorando a situação de 700 trabalhadores ativos. Em nota, a entidade diz que funcionários tiveram a perda imediata de acesso a sistemas internos. Em reunião virtual, a instituição comunicou aos trabalhadores que o BC assumiria a gestão da financeira. Lideranças garantiram que serão pagos todos os direitos rescisórios.
Segundo uma ex-funcionária ouvida pela coluna, que prefere não ser identificada, o ritmo era de entrega normal até a véspera da liquidação. Houve pagamento de salários, sem atrasos ao longo do ano.
— Tecnicamente, nossa carteira não deixou de ser assinada. Não sabemos como vai ser o pagamento do nosso salário nem se o plano de saúde vai continuar assistindo colaboradoras grávidas — afirmou.
Relembre o caso
Em decisão divulgada nesta quarta-feira, o BC decretou a liquidação extrajudicial do Will Bank. O banco digital é ligado ao grupo Master, alvo de investigação da Polícia Federal por suspeita de fraude na venda de títulos de crédito.
Embora o Banco Master tenha sido liquidado em 18 de novembro passado, o BC havia preservado o Will Bank. Na época, investidores demonstravam interesse em adquirir a instituição, o que não se concretizou. A financeira estava em Regime de Administração Especial Temporária (Raet).
Aproveite também para assistir ao Seu Dinheiro Vale Mais, o programa de finanças pessoais de GZH. Episódio desta semana: como fugir de armadilhas como a do Banco Master
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Coluna Giane Guerra (giane.guerra@rdgaucha.com.br)
Com Isadora Terra (isadora.terra@zerohora.com.br) e Diogo Duarte (diogo.duarte@zerohora.com.br)





