
No pente-fino que o presidente Gilberto Waller Júnior diz estar fazendo no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), já foi reduzido de 87 para 54 o número de instituições financeiras que podem fazer empréstimo consignado de aposentados e pensionistas, aqueles que têm desconto direto das parcelas na folha de pagamento. As demais foram descredenciadas. Em entrevista ao Gaúcha Atualidade, da Rádio Gaúcha, ele disse que havia inclusive empresas que não eram instituições financeiras, como seguradoras.

— Aplicamos sanções, fizemos acordos, mudamos a forma de atuação e as federações de bancos inclusive se uniram a nós — disse.
Práticas como venda casada de seguros e cobrança de juro acima do permitido foram extintas, garante. Bancos que fecharam acordo devolveram valores.
Os problemas, porém, continuam. Novas fraudes seguem aparecendo, como a recente envolvendo a empresa que administra o 135 e que manipulava indicadores de atendimento para receber valores a mais do INSS.
A coluna também questionou Gilberto Waller Júnior sobre o Agibank, banco que teve recentemente contratos bloqueados pelo órgão por diversos irregularidades apontadas em investigações. Houve, inclusive, auditorias da Controladoria-Geral da União (CGU).
— O Agibank está suspenso por alguns fatores, como não subida de contrato para fazermos o acompanhamento, por questões de portabilidade... Mas, principalmente, por essas duas situações: empréstimo para morto e não assinatura de um contrato específico para crédito consignado. O segurado assinava um contrato guarda-chuva, fazia um empréstimo pessoal para morto e, sem saber exatamente, aquilo virava um consignado todo o mês, o que é irregular — explicou o presidente do INSS.
Atualização: O Agibank não tem dado entrevista sobre o assunto. Enviou novamente uma nota. O texto não chega a tratar dos apontamentos feitos pelo presidente do instituto, mas informa que estão ocorrendo reuniões com o INSS e com a CGU para explicá-los e afirma que "correspondem a uma quantidade ínfima" das operações do banco, acrescentando que seguirá colaborando com autoridades e mercado.
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Coluna Giane Guerra (giane.guerra@rdgaucha.com.br)
Com Isadora Terra (isadora.terra@zerohora.com.br) e Diogo Duarte (diogo.duarte@zerohora.com.br)




