
A maior alta da conta de luz do país, 23,50% na região metropolitana de Porto Alegre, foi puxada pelo reajuste na tarifa de energia da CEEE Equatorial, mostrou a pesquisa de inflação do IBGE. A gerente Corporativa de Tarifas, Dayanni Rossi Grassano, explicou os motivos no Gaúcha Atualidade, da Rádio Gaúcha.

Qual o motivo para um reajuste tão alto?
Dos 19,53% de reajuste médio, 18,32% são repassados para agentes de transmissão e geração, e 1,21% que corresponde efetivamente ao reajuste da parcela da distribuidora. O principal ofensor do aumento foi o encargo setorial chamado CDE, a Conta de Desenvolvimento Energético, para políticas públicas. Aumentou 30% em 2025 para quase R$ 50 bilhões, para subsidiar, por exemplo, tarifa social e quem contrata energia de fontes incentivadas.
Vale para todas as concessionárias, mas por que o aumento da CEEE foi tão maior? O da RGE, em junho, foi de 14%.
Porque o reajuste da CEEE Equatorial foi em novembro e capturou esse crescimento. As distribuidoras que passam por processo tarifário no primeiro semestre vão capturar o encargo agora em 2026.
O que mais pressionou?
O acionamento das termelétricas, uma das energias mais caras, a partir de julho de 2025. Foram desligadas no final do ano. A bandeira tarifária não cobre 100% dos custos, que acabam também sendo considerados no reajuste anual.
E para 2026?
Difícil já projetar em janeiro, mas podemos prever que a parcela da distribuidora se mantenha dentro da inflação. Quanto aos encargos setoriais, espera-se que se mantenham, a partir das medidas provisórias discutidas no ano passado.
E as bandeiras tarifárias?
Verde (sem cobrança) no primeiro semestre, e amarela e vermelha para o segundo semestre.
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