
Falências e recuperações judiciais de empresas dispararam no Rio Grande do Sul em 2025. Foram 99 quebras de empresas, aumento de 65% sobre 2024. Não é recorde. Já tivemos anos com mais casos, como os 250 de 2006.
Já as recuperações judiciais, sim, bateram o maior número do monitoramento da Junta Comercial. Foram 200 pedidos, alta de 23% sobre o ano anterior. O mecanismo substituiu a concordata. É para dar fôlego às empresas, com execuções de cobranças para que reestruture o caixa e outras partes do negócio.
Além do juro alto, há resquícios da pandemia e da enchente na crise das empresas, somados às dificuldades peculiares de cada segmento. Empresários também passaram a ser mais flexíveis para recorrer à recuperação judicial, enquanto o aparato jurídico para isso cresceu. Por fim, mais recentemente, passou a ser mais disseminado o pedido por parte de produtores rurais, que enfrentam alto endividamento.
Os dados da Junta Comercial apontam aumento de 17% na criação de empresas, para 296.878, mas muito baseado no registro de microempreendedores individuais (MEIs). Também cresceu bastante, 24%, a extinção de empresas, para 182.224 casos.
Assista também ao programa Pílulas de Negócios, da coluna Acerto de Contas. Episódio desta semana: maiores PIBs gaúchos, expansão de fábrica de cacetinhos e R$ 770 milhões em trens
Coluna Giane Guerra (giane.guerra@rdgaucha.com.br)
Com Isadora Terra (isadora.terra@zerohora.com.br) e Diogo Duarte (diogo.duarte@zerohora.com.br)



