
O estímulo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a fósseis apareceu no pedido de recuperação judicial de uma empresa de reciclagem de Guaíba, na Região Metropolitana. Criado em 2011, o Grupo Masterflake está com uma dívida de R$ 16,4 milhões, sendo que R$ 10,9 milhões entram no processo.
A empresa tria, lava e tritura plástico do tipo Polietileno Tereftalato (PET), que abastece fábricas, como de embalagens. Cresceu a partir de 2022 impulsionada por metas ambientais de grandes clientes, especialmente a Coca-Cola, que pretendia usar material reciclado em 50% das embalagens até 2030. A demanda da Coca levou a Masterflake a comprar 60 máquinas, incluindo duas capazes de retirar contaminantes e elevar a qualidade à de plástico virgem — nunca foi reciclado.
A petição da Masterflak diz que o cenário mudou no fim de 2024, quando a Coca-Cola revisou metas após alterações na política ambiental dos Estados Unidos. Passou a ser 35% de PET reciclado até 2035 em vez dos 50% até 2030. Com a demanda em queda, a recicladora reduziu operação.
O plano de reestruturação já foi apresentado e aguarda aprovação de credores. Não há previsão de venda de ativos. A coluna procurou a Masterflake, que ainda não retornou o contato, e o escritório Scalzilli, que não comentará.
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Coluna Giane Guerra (giane.guerra@rdgaucha.com.br)
Com Isadora Terra (isadora.terra@zerohora.com.br) e Diogo Duarte (diogo.duarte@zerohora.com.br)





