
Está previsto para fevereiro o julgamento no Tribunal de Justiça para decidir se cabe recuperação judicial para a Cotribá (Cooperativa Agrícola Mista General Osório), que, com 115 anos, é a cooperativa agropecuária mais antiga do Brasil e enfrenta uma séria crise financeira. O advogado Paulo Mothes, da Mothes Advogados, argumenta que, embora seja cooperativa, sua atividade é empresarial e de relevância na região de Ibirubá e no Estado. São 9,5 mil associados e mil funcionários. Uma liquidação provocaria um grande estrago.
— A dívida é de R$ 1 bilhão, mas o faturamento em 2024 foi de R$ 4 bilhões. A reestruturação é viável e é importante manter a operação — diz.

Um plano de reestruturação já está sendo desenhado para apresentar aos credores. Ativos mais distantes da sede terão preferência de venda para pagamento de credores e para o giro da operação.
Importante: a proposta não suspende os pagamentos aos associados, considerando a peculiaridade de cooperativa. A Cotribá conseguiu uma cautelar prévia de recuperação judicial para blindar patrimônio e operação, Santander contestou e a cooperativa recorreu.
Assista também ao programa Pílulas de Negócios, da coluna Acerto de Contas. Episódio desta semana: maiores PIBs gaúchos, expansão de fábrica de cacetinhos e R$ 770 milhões em trens
Coluna Giane Guerra (giane.guerra@rdgaucha.com.br)
Com Isadora Terra (isadora.terra@zerohora.com.br) e Diogo Duarte (diogo.duarte@zerohora.com.br)






