
A jornalista Isadora Terra colabora com a colunista Giane Guerra, titular deste espaço.
Será assinado, nesta terça-feira (20), o contrato de concessão da área para o terminal portuário da CMPC em Rio Grande, um investimento de R$ 1,5 bilhão e mil empregos. O contrato é de 25 anos, segundo o superintendente da Secretaria de Patrimônio da União (SPU) no Rio Grande do Sul, Émerson Vitsrki Rodrigues. Estima-se que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva participe da cerimônia, mas de forma simbólica.
A negociação levou um ano, com articulações entre os governos federal e estadual, além da prefeitura de Rio Grande. O diretor-geral da fabricante chilena de celulose, Antonio Lacerda, chegou a realizar audiências com Lula para destravar o processo.
A concessão era esperada desde o início do ano passado e foi chamada de "calcanhar de Aquiles" do projeto, pois é crucial para garantir as exportações. O atraso poderia comprometer o cronograma da nova fábrica, cuja obra está prevista para 2026. A fase de construção deve gerar mais de 10 mil empregos. Quando a produção de celulose começar, em 2029, a estimativa é de até 5 mil postos diretos e indiretos.
O terminal é peça central para a operação da nova fábrica da CMPC em Barra do Ribeiro, no Sul do Estado. O investimento da unidade supera R$ 25 bilhões e será o maior da história do Rio Grande do Sul.
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Coluna Giane Guerra (giane.guerra@rdgaucha.com.br)
Com Isadora Terra (isadora.terra@zerohora.com.br) e Diogo Duarte (diogo.duarte@zerohora.com.br)







