
A jornalista Isadora Terra colabora com a colunista Giane Guerra, titular deste espaço.
Correção: o investimento no porto de Pelotas é de R$ 400 milhões e não R$ 500 milhões, como publicado entre as 16h08min e as 17h16min desta quarta-feira (21). O texto já foi corrigido.
A CMPC deu um passo decisivo para o avanço do projeto da nova fábrica de celulose no Rio Grande do Sul. Nesta última terça-feira (20), foi assinado o contrato de concessão de um terreno no Porto de Rio Grande para instalação de um Terminal de Uso Privado (TUP). O ato teve assinatura formal pela manhã e um ato simbólico à tarde, no evento que contou com a presença do presidente Lula.
A área concedida tem 289 mil metros quadrados. O processo passou por Ministério de Portos, Secretaria Nacional de Portos, Agência Nacional de Transportes Aquaviários e Secretaria de Patrimônio da União. As negociações levaram mais de um ano. O contrato tem validade de 25 anos, com possibilidade de renovação.
O diretor-geral de Celulose da CMPC no Brasil, Antônio Lacerda, afirma que o total previsto para infraestrutura portuária nos próximos três anos é de quase R$ 3 bilhões, dentro de um projeto de investimento de R$ 27 bilhões no Estado.
No porto de Rio Grande, o investimento é de R$ 1,5 bilhão. Já no porto de Pelotas, R$ 400 milhões. Enquanto o investimento no terminal portuário da Fazenda Barba Negra, em Barra do Ribeiro, é de R$ 1 bilhão.
Obras em Rio Grande
Agora, a CMPC vai em busca da licença ambiental para realizar a obra do terminal. Os estudos necessários para licenciamento começaram antes mesmo do contrato de concessão, há quase dois anos. A empresa quer licenças até julho, permitindo o início das obras no segundo semestre, com prazo de execução em três anos. A conclusão deve ocorrer próximo ao início da operação da nova fábrica, previsto para meados de 2029.
Muito pouco da estrutura existente será aproveitado. Por isso, é preciso demolir instalações antigas e remover fundações. A área abrigou diferentes atividades industriais nas últimas décadas e não é usada desde 2014. Lacerda diz que Lula ficou surpreso ao reparar o estado da estrutura quando esteve no local:
— Ele perguntou: "O que aconteceu aqui? Essa área está abandonada?". Respondi que sim. Abandonada desde 2014. Não vai dar para aproveitar nada. A gente vai ter que demolir muita coisa e cavar buraco para fazer novas fundações.
Além da construção do terminal, a empresa vai aportar R$ 143 milhões em obras de dragagem no porto público. O calado passará dos atuais 9,5 metros para 12 metros. Com isso, navios maiores poderão navegar na hidrovia. Estima-se que as embarcações possam carregar de 15 a 20 mil toneladas a mais.
— É uma dragagem que não beneficia somente a CMPC, mas todos os usuários do porto. É um ganho de competitividade — frisou.
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Coluna Giane Guerra (giane.guerra@rdgaucha.com.br)
Com Isadora Terra (isadora.terra@zerohora.com.br) e Diogo Duarte (diogo.duarte@zerohora.com.br)





