
Enquanto a conta de luz puxou a inflação em 2025, os alimentos aliviaram o orçamento familiar. A cesta básica teve variação zero em Porto Alegre. O conjunto de 13 produtos pesquisados pelo IBGE fechou o ano em R$ 784,22. Atualmente é a quinta mais cara no ranking nacional, que a capital gaúcha liderou por vários anos.
A dupla arroz e feijão se destaca com uma queda persistente no longo prazo. Preocupa produtores e pode diminuir a intenção de plantio das próximas safras, mas a oferta bem maior do que o consumo acaba pressionando os preços para baixo. O leite também, mas, além de aumento de produção, tem elevação das importações. Puxa a queda da manteiga.
O café subiu menos, mas não deu trégua. Apesar do impacto do tarifaço dos Estados Unidos nas exportações, a cotação global ainda é sustentada alta por quebras de safra.
Óleo de soja e carne subiram pouco acima da inflação. E, tirando a batata com seu excesso de oferta, os outros hortigranjeiros da pesquisa, banana e tomate, subiram quase nada de preço.
Supervisora do Dieese, Daniela Sandi não vê no horizonte motivos para alta forte de preços em 2026. Dólar e combustíveis estão estáveis. O que pode preocupar é algum fenômeno climático. No Rio Grande do Sul, a previsão de safra é boa.
O que caiu
- Feijão preto: -36,61%
- Batata: -34,57%
- Arroz agulhinha: -32,4%
- Leite integral: -10,4%
- Manteiga: -2,6%
O que subiu
- Café em pó: +58,9%
- Óleo de soja: +7,36%
- Carne bovina: +5,5%
- Pão francês: +4,96%
- Farinha de trigo: +1,98%
- Banana: +0,74%
- Tomate: +0,18%
Estável
- Açúcar refinado: 0%
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Coluna Giane Guerra (giane.guerra@rdgaucha.com.br)
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