
"Consumidor Verde" é um quadro semanal da coluna com informações para uma transição a um consumo mais sustentável. Sempre aos finais de semana, na coluna Acerto das (tuas) Contas, em Zero Hora e GZH.
Se seguirem na toada dos últimos anos, alimentos ultraprocessados ficarão, em média, mais baratos do que os saudáveis já em 2026. É o que mostrou uma pesquisa da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) com o Instituto de Defesa do Consumidor (Idec). Produtos de comer que passam por vários processos de industrialização, de refrigerante a margarina e salsicha, tiveram uma redução significativa no seu preço, ficando na média de R$ 18,80 em 2024. Alimentos in natura ficam na média de R$ 18,60, ainda que tenham caído após um pico de alta na pandemia.
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Fenômenos climáticos impactam as lavouras e fazem oscilar mais os alimentos que as pessoas mais devem comer, como grãos e hortigranjeiros. Quando preços de frutas e verduras sobem, famílias as substituem por pães, biscoitos e refrigerantes.
Políticas públicas são essenciais, como a reforma tributária, que reduz um pouco tributos para alimentos básicos e aumenta moderadamente para processados. Além de preservarem a saúde da população, reduzem gastos futuros com doenças.
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Coluna Giane Guerra (giane.guerra@rdgaucha.com.br)
Com Isadora Terra (isadora.terra@zerohora.com.br) e Diogo Duarte (diogo.duarte@zerohora.com.br)



