
A jornalista Isadora Terra colabora com a colunista Giane Guerra, titular deste espaço.
A indústria brasileira tem altas expectativas ao acordo fechado entre Mercosul e União Europeia no sábado (17), em cerimônia em Assunção, no Paraguai. A proposta prevê integração de mercados, redução de tarifas e ampliação do fluxo de bens e investimentos entre a América do Sul e 27 países europeus.
Levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra que os acordos comerciais do Brasil cobrem hoje 8% das importações mundiais de bens. Com o novo tratado, esse alcance subiria para 36%. Além disso, mais de cinco mil produtos passariam a ter tarifa zero após a implementação.
No Estado, a Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs) calcula que, em 15 anos, as exportações industriais do Estado para o bloco europeu possam crescer cerca de US$ 801,3 milhões. Os segmentos com maior potencial são tabaco (US$ 410,5 milhões), químicos (US$ 138,3 milhões), couro e calçados (US$ 84,3 milhões), alimentos (US$ 63,8 milhões) e celulose e papel (US$ 7,4 milhões).
A entidade também projeta um impacto macroeconômico, com acréscimo de 4,6% (R$ 31 bilhões) ao PIB gaúcho a longo prazo. Na avaliação da federação, o acordo pode facilitar a entrada do Brasil em cadeias globais de valor, reduzir custos de importações de alta tecnologia, favorecer joint ventures e ampliar a inserção do país nas cadeias globais de valor.
Apesar da assinatura, o tratado ainda tem caminho político pela frente. Precisa ser aprovado pelo Parlamento Europeu e votado nos congressos de Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai.
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Coluna Giane Guerra (giane.guerra@rdgaucha.com.br)
Com Isadora Terra (isadora.terra@zerohora.com.br) e Diogo Duarte (diogo.duarte@zerohora.com.br)




