Sair do papel a térmica em Rio Grande é importante na batalha do Estado para conquistar a fábrica da montadora chinesa GWM, que precisa do gás natural. O investimento é tratado com muito sigilo pelas autoridades, inclusive pelo governador Eduardo Leite, que diz não poder dar detalhes sempre que questionado pela coluna. Decisão da Justiça Federal mandou a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) devolver a outorga à usina, para que seja construída pelo grupo espanhol Cobra.
Há outros Estados no páreo pela operação da GWM, como Espírito Santo e Paraná. A indústria de veículos já inaugurou uma fábrica em São Paulo. Terreno, condições logísticas, incentivos fiscais, energia e mão de obra estão na mesa de negociação, como normalmente ocorre nas tratativas com grandes empresas.
A expectativa é de que a definição saia em breve. Ambos os projetos injetariam bilhões no sul do Estado, que ainda sofre com a decadência do polo naval.
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Coluna Giane Guerra (giane.guerra@rdgaucha.com.br)
Com Isadora Terra (isadora.terra@zerohora.com.br) e Diogo Duarte (diogo.duarte@zerohora.com.br)




