Desde junho de 2021, o Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA) reduziu em R$ 26,3 milhões o gasto com a conta de luz. Para isso, adquiriu uma subestação para comprar energia com voltagem mais alta, que é mais barata. Depois a rebaixa ao patamar adequado para uso, o que até então era feito pela distribuidora, conta a coordenadora de Engenharia e Manutenção, Talita Uzeika. Até agora, porém, a economia compensou apenas 50% do investimento para comprar o equipamento de R$ 35 milhões. A ideia é atingir 100% em 2029.
— Com a ampliação do hospital, ficamos preocupados no impacto no nosso consumo de energia. Mais do que ambiental, trata-se de sustentabilidade financeira.
Já o avanço para energia limpa ocorreu em 2023, quando o hospital foi do chamado "cativo" para o mercado livre. Passou a negociar preço e exigir que fosse gerada por fontes renováveis. E agora o HCPA recebeu o Certificado Internacional de Energia Renovável (I-REC), um documento que comprova uso exclusivo de energia limpa em 2024. Para 2026, estuda instalar painéis solares nos telhados do hospital, como outros já têm feito.
— Estamos avaliando se vale a pena comprar as baterias para armazenar a energia — acrescenta Talita.
*Colaborou Diogo Duarte (diogo.duarte@zerohora.com.br)
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Coluna Giane Guerra (giane.guerra@rdgaucha.com.br)
Com Isadora Terra (isadora.terra@zerohora.com.br) e Diogo Duarte (diogo.duarte@zerohora.com.br)






