
A queda da estátua no estacionamento da Havan em Guaíba, durante o temporal dessa segunda-feira (15), não foi a primeira ocorrência do tipo em lojas da rede, que tem sede em Santa Catarina. Em 2021, também durante uma ventania, tombou uma escultura instalada pela empresa na unidade de Capão da Canoa, com 20 metros de altura e 3,6 toneladas. Outros casos de danos nas estátuas foram registrados, em 2018, em Umuarama (PR) e Lorena (SP).
Esta estrutura de Guaíba tinha 24 metros de altura (35 metros se considerada a base) e estava no local desde 2020. Caiu bem ao lado de um carro. Em nota apenas, a Havan afirmou que a estrutura segue os regulamentos da Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) e passa por manutenções periódicas, mas não detalhou quais normas são atendidas nem a frequência das vistorias, apesar de questionada pela coluna. A empresa também não respondeu se há estudos sobre a resistência das estruturas às rajadas de vento. O caso foi classificado como um incidente, e uma visita técnica deve ser realizada para definição das próximas medidas.
A fiscalização de segurança precisa ser feita pelas prefeituras. A coluna procurou a gerência de Urbanismo da secretaria responsável em Guaíba, que respondeu apenas por nota breve dizendo que o projeto cumpriu "o rito e a legislação vigente o que inclui entrega dos projetos de arquitetura e complementares, projeto estrutural incluindo o da estátua, além de RRT/ART."
Réplica da Estátua da Liberdade, de Nova York, a da Havan é feita de fibra de vidro e pesa mais de três toneladas. Para evitar tragédias, a estrutura precisa ter novas regras de fixação ou terá que estabelecer uma área no entorno na qual não poderá se estacionar ou ter circulação de pessoas. Já são mais de 70 posicionadas em lojas da rede pelo país.
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Coluna Giane Guerra (giane.guerra@rdgaucha.com.br)
Com Isadora Terra (isadora.terra@zerohora.com.br) e Diogo Duarte (diogo.duarte@zerohora.com.br)



