
Concessionária da Malha Sul, a Rumo terá que repor os trilhos e demais peças retirados das ferrovias gaúchas. A afirmação foi enviada por nota à coluna pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Segundo a agência reguladora, isso já foi comunicado à empresa. A recomposição terá que ocorrer conforme “determinações estabelecidas”, que não foram informadas e a coluna pediu mais detalhes.
É importante ter um prazo e que seja curto, pois a ideia do governo federal é fazer road shows para apresentar a concessão às empresas, com leilão previsto para dezembro de 2026. O estado das ferrovias é essencial para atrair interessados na disputa. Eles também não terão segurança de que a Rumo irá realmente repor o que levou daqui para Santa Catarina, assim como os demais envolvidos não têm esta certeza.
Desencontro
As falas sobre a retirada dos trilhos mostram um imenso ruído entre concessionária, governo e ANTT. Um ofício da ANTT de agosto, ao qual a coluna teve acesso, permitia o envio dos trilhos gaúchos para outros Estados da Malha Sul. Na semana passada, ao Gaúcha Atualidade, o secretário Nacional de Transportes Ferroviários, Leonardo Cezar Ribeiro, afirmou que um ofício da agência autorizava deslocamento das peças somente dentro do Rio Grande do Sul. A Rumo negou ter recebido tal documento.
Questionada, a ANTT respondeu, também por nota, que autorizou "de forma temporária e pontual" a realocação de trilhos para outros Estados do Sul, enquanto "aguardava a definição do Grupo de Trabalho instituído pelo Ministério dos Transportes". As decisões deste grupo saíram na semana passada.
Só que os trilhos já foram enviados. A Rumo informa que concluiu o trabalho de retirada do Rio Grande do Sul antes deste "GT" finalizar seus apontamentos e de terminar o prazo do ofício do Ministério Público Federal (MPF) determinando a suspensão do desmantelamento.
A dúvida agora é se voltarão. A concessão termina em fevereiro de 2027.
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Coluna Giane Guerra (giane.guerra@rdgaucha.com.br)
Com Isadora Terra (isadora.terra@zerohora.com.br) e Diogo Duarte (diogo.duarte@zerohora.com.br)


