
Ao rebater a mobilização que o Bloco Empresarial Gaúcho está criando, o Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR) culpa juros bancários e cartão de crédito pelo endividamento da população. Diz que não são as bets (apostas online), como apontam as entidades que integram o movimento e representam setores que vão de varejo a contadores e transportadores de cargas.
"Mercado clandestino e cartão de crédito, não bets, ameaçam consumidor. O IBJR contesta as declarações feitas pelo Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio Grande do Sul (Cremers) e pelas entidades empresariais do Bloco Empresarial Gaúcho, sem qualquer embasamento em pesquisas ou mesmo apresentação de números.", diz o manifesto enviado em contraponto à coluna, citando pesquisa da Confederação Nacional do Comércio (CNC) que aponta que o cartão de crédito é a principal origem da dívida dos brasileiros.
Ainda no texto, detalha que o mercado clandestino tem 51% das apostas. Nele, não há limites de tempo e depósito ou proibição de uso de cartões de crédito: "Ignorar esse fato e propagar discursos alarmistas enfraquece o combate às plataformas ilegais e prejudica a sociedade.", encerra.
Mobilização
Enquanto isso, o movimento do Bloco Empresarial Gaúcho cresce. O presidente da Federasul, Rodrigo Sousa Costa, contou à coluna que recebeu a adesão de entidades de mais oito Estados. Já tinha de Santa Catarina e do Paraná. Nesta semana, os presidentes das entidades começarão a publicar vídeos nas redes sociais para pressionar por maior tributação e restrição de publicidade e bets, sob o argumento de danos à renda e saúde de consumidores e funcionários.
Relembre a notícia do manifesto (e veja o documento atualizado abaixo): Bloco empresarial gaúcho pede restrições a bets com apoio de entidades de SC e PR

Assista também ao programa Pílulas de Negócios, da coluna Acerto de Contas. Episódio desta semana: recuperação judicial de R$ 1 bilhão, dívida de 30 anos com funcionários e mais
Coluna Giane Guerra (giane.guerra@rdgaucha.com.br)
Com Isadora Terra (isadora.terra@zerohora.com.br) e Diogo Duarte (diogo.duarte@zerohora.com.br)



