
A jornalista Isadora Terra colabora com a colunista Giane Guerra, titular deste espaço.
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) abriu, enfim, a discussão que deve redesenhar a conta de luz. A diretoria aprovou a abertura da consulta pública que trata da aplicação automática da Tarifa Horária para unidades de baixa tensão que consomem mais de 1.000 KWh/mês, como comércios ou residências maiores. O espaço ficará aberto de 10 de dezembro de 2025 a 9 de março do próximo ano.
A proposta prevê implementação até o fim de 2026. Segundo a autarquia, o objetivo é modernizar a estrutura tarifária e alinhar os valores cobrados à lógica dos horários de geração de energia. O valor cobrado ficaria mais barato entre 10h e 14h, quando há mais energia solar e eólica. Agora, ficará mais caro entre 18h e 21h, quando o consumo atinge o pico e o uso de fontes mais caras é exigido, como termelétricas, conforme explicou a colunista Giane Guerra na última semana.
A Tarifa Horária deixa essa diferença explícita na conta de luz e, com isso, estimula que equipamentos de alto consumo — como bombas de piscina, carregadores de veículos elétricos ou sistemas industriais — sejam usados em horários de menor custo.
A diretoria da autarquia também aprovou que a consulta avalie a aplicabilidade e os impactos da migração automática para a Tarifa Branca no caso de consumidores com micro e minigeração distribuída.
Assista também ao programa Pílulas de Negócios, da coluna Acerto de Contas. Episódio desta semana: futuro da Tumelero com novo dono, falências sobem e leilão de estádio de futebol
Coluna Giane Guerra (giane.guerra@rdgaucha.com.br)
Com Isadora Terra (isadora.terra@zerohora.com.br) e Diogo Duarte (diogo.duarte@zerohora.com.br)




