
É uma mistura de expectativa com esperança para, depois de cinco anos, se colher uma safra cheia no Rio Grande do Sul, conforme se viu no balanço de final de ano da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul), marcado pela passagem de bastão da presidência de Gedeão Pereira para Domingos Velho. A última colhida sem perdas foi em 2021. O novo presidente disse:
— A chuva de agora já consertou o milho. Precisamos de mais umas quatro para a soja. A lavoura de arroz está ótima, mas o problema é o mercado — disse, referindo-se aos preços baixos.

O líder do agro gaúcho falou ainda da mobilização de empresários com o governador Eduardo Leite, incluindo Clóvis Tramontina, para negociar com o governo federal a prorrogação por mais um ano da suspensão da dívida com a União, feita após a enchente. A proposta é direcionar o recurso para investimentos em irrigação, tão destacada pelo economista-chefe da Farsul, Antônio da Luz. É uma negociação difícil, mas o ex-secretário da Fazenda, Aod Cunha, acredita que vale a tentativa com a fundamentação de que a própria União tem perdas com as constantes estiagens. Só no Rio Grande do Sul, a agropecuária impacta direta e indiretamente quase metade do PIB.
Assista também ao programa Pílulas de Negócios, da coluna Acerto de Contas. Episódio desta semana: futuro da Tumelero com novo dono, falências sobem e leilão de estádio de futebol
Coluna Giane Guerra (giane.guerra@rdgaucha.com.br)
Com Isadora Terra (isadora.terra@zerohora.com.br) e Diogo Duarte (diogo.duarte@zerohora.com.br)



