
Foi autorizada pela Justiça a recuperação judicial do Frigorífico Zimmer, indústria de carnes de 53 anos com sede em Parobé, no Vale do Paranhana. A informação é do advogado João Medeiros Fernandes Jr., da MSC Advogados. Além da matriz, há uma filial em Capão do Leão, que começou a operar em agosto. Ambas seguirão em funcionamento.
A dívida é de R$ 75 milhões. Os motivos apontados para a crise foram alta do custo da matéria-prima, redução da margem de lucro com a retração do mercado, elevação de juro e dificuldade para tomar crédito. Atualmente, o Rio Grande do Sul tem 90% das vendas da marca. O restante divide-se entre outros Estados (7,07%) e o Exterior (3,26%).
Recentemente, a empresa demitiu 95 funcionários. A garantia é de que não ocorrerão novas dispensas. A empresa informa ter 325 postos de trabalho.
A coluna tem recebido questionamentos dos trabalhadores dispensados que fecharam acordo de parcelamento das verbas rescisórias e dos pecuaristas que já tinham entregue cargas de carne. Foram repassados ao frigorífico. Por meio de uma nota assinada pelo diretor André Zimmer, a empresa respondeu que os pagamentos estão inclusos na recuperação judicial e, portanto, estão temporariamente suspensos e serão realizados conforme o plano a ser apresentado aos credores. Não foi antecipada qual deve ser a estratégia de renegociação e quitação. Por lei, trabalhistas recebem primeiro, seguidos de fiscais, com garantia real e, por fim, os chamados quirografários. Sobre os demitidos, informa que o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) foi depositado e que evitou travas ao acesso ao seguro-desemprego.
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Coluna Giane Guerra (giane.guerra@rdgaucha.com.br)
Com Isadora Terra (isadora.terra@zerohora.com.br) e Diogo Duarte (diogo.duarte@zerohora.com.br)


