
Empresa de Bento Gonçalves que vende "estações de hidratação" — bebedouros, em linguagem simples —, a Icehot se mudou para um prédio de 1,6 mil metros quadrados para unificar a sede administrativa com a fábrica. A mudança permitirá aumentar em cinco vezes a capacidade produtiva até 2027. O investimento para adaptação do local foi de R$ 1,5 milhão, baixo perto dos aportes de outras empresas.

São vendidos cinco modelos de bebedouros que custam de R$ 20 a R$ 40 mil. O mais básico disponibiliza água gelada, natural e para animais de estimação (pets). Já o mais caro tem água quente, borrifador, relógio digital e até carregador de celular.
Os clientes são prefeituras e empresas, que fazem publicidade no equipamento.
— Apresentamos o projeto para 43 cidades até fechar o primeiro negócio. Instalávamos de graça e todo o faturamento vinha de marcas que pagavam para anunciar no equipamento — conta o sócio-fundador Alex Sander da Rosa, que criou a empresa em 2018 e lembra que o primeiro bebedouro, instalado em uma praça de Venâncio Aires, está lá até hoje.
Curiosidade: em parceria com Aegea (dona da Corsan) e Ambev, a Icehot instalará 31 bebedouros em praças e outros espaços públicos de Belém, sede da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30). A ideia é que permaneçam após o fim do evento.
A Icehot emprega 22 funcionários. Já vendeu mais de mil bebedouros e está presente em mais de 400 cidades, sendo 120 no Rio Grande do Sul. Em 2024, faturou R$ 7,5 milhões e quer bater a marca de R$ 12 milhões até o final de 2025.
*Com Diogo Duarte
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Coluna Giane Guerra (giane.guerra@rdgaucha.com.br)
Com Isadora Terra (isadora.terra@zerohora.com.br) e Diogo Duarte (diogo.duarte@zerohora.com.br)




