
A Malha Sul das ferrovias entrará na carteira de concessões de 2026 que será lançada na semana que vem pelo governo federal. De certa forma, isso contenta quem não queria a renovação do contrato com a Rumo, que termina em 2027. Porém, há receio de que a proposta de fatiamento nos trechos do Rio Grande do Sul atraia investidores apenas para a parte que liga Cruz Alta a Rio Grande, que tem de 700 a 800 quilômetros. Alguns gostariam de construir uma proposta melhor, que vinculasse mais trechos para garantir concessão de ao menos 4 mil dos 7 mil quilômetros.
Ainda não se mensurou o interesse de empresas em fazer os altos investimentos. O governador Eduardo Leite já defendeu usar como contrapartida pública o dinheiro da indenização da Rumo, que não está garantido, mas que precisa ser pago pelo investimento não feito ao longo das décadas de concessão.
A coluna já tinha noticiado a possibilidade de nova concessão e o fatiamento: Novo leilão e divisão de ferrovias do Sul em três "corredores" são cogitados por governo federal
Lembrando que está correndo o prazo de 10 dias para que a Rumo responda ao ofício do Ministério Público Federal (MPF). O desmantelamento das ferrovias gaúchas provocou a "recomendação" formal à concessionária e à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para que seja suspensa imediatamente a retirada de trilhos, máquinas e outras partes da malha. Os pedaços estão sendo enviados a outros Estados, principalmente Santa Catarina. A coluna recebeu vídeos nesta quarta-feira (19) mostrando que o desmanche continua. Também foi solicitado que Rumo e ANTT apresentem um relatório sobre o que já foi levado, com laudos que justifiquem o envio. Se as providências não forem tomadas, MPF ajuizará uma ação.
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Coluna Giane Guerra (giane.guerra@rdgaucha.com.br)
Com Isadora Terra (isadora.terra@zerohora.com.br) e Diogo Duarte (diogo.duarte@zerohora.com.br)



