
A falência da Oi impede o pagamento de 700 trabalhadores da sua subsidiária Serede no Rio Grande do Sul, informou o presidente do Sindicato dos Telefônicos do RS (Sinttel-RS), Gilnei Azambuja. Os salários vinham sendo quitados pela companhia telefônica nos últimos dois meses, já que a sua empresa, em recuperação judicial, atrasava os pagamentos.
— Com a falência, o procedimento foi suspenso pelo interventor - acrescenta Azambuja.
A quebra da Oi foi decretada na segunda-feira (10) pela 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro. No Estado, a Oi mantém cerca de 100 empregados, que receberam normalmente o salário de novembro e o vale-alimentação. A empresa continuará operando até que outras companhias assumam os serviços.
A crise da Oi ameaça os fundos de pensão da Fundação Atlântico, que administra planos de previdência complementar de funcionários da companhia e de outras empresas do setor. A telefônica deve cerca de R$ 500 milhões à fundação, e a retirada dessa participação pode comprometer o pagamento dos benefícios de 15 mil aposentados, segundo o sindicato.
A decisão pela falência da Oi foi tomada após a empresa e o seu interventor apontarem uma situação de insolvência dos negócios na última sexta-feira (7). As partes citaram a impossibilidade de a companhia arcar com o pagamento das dívidas, nem adotar medidas para dar um ânimo ao caixa. Além disso, a Oi já havia descumprido partes do seu plano de recuperação em andamento. Credores convocarão uma assembleia para eleger um comitê para tratar da liquidação da empresa. Neste momento, ficam suspensas todas as ações e execuções contra a falida. Os ativos serão vendidos para pagar credores da massa falida.
Assista também ao programa Pílulas de Negócios, da coluna Acerto de Contas. Episódio desta semana: falência de ervateira, novo comando da CDL e farmácias versus supermercados
Coluna Giane Guerra (giane.guerra@rdgaucha.com.br)
Com Isadora Terra (isadora.terra@zerohora.com.br) e Diogo Duarte (diogo.duarte@zerohora.com.br)






