
Do bairro Sarandi, em Porto Alegre, a Tronic Service comprou com R$ 1 milhão a Globoflex, empresa de Canoas de rótulos e etiquetas, usados, por exemplo, em embalagens. Com mais R$ 2 milhões, equipamentos da antiga fábrica — que foi atingida pelas enchentes — estão sendo consertados e um prédio de 800 metros quadrados em Canoas foi comprado para unificar as duas empresas. A produção foi temporariamente transferida a Sapucaia do Sul durante a obra.
– Notamos que todo negócio precisa de algum tipo de etiqueta e decidimos diversificar investimentos – diz o fundador da Tronic, Diogo Oliveira.
Além de venda e manutenção de máquinas, a Tronic Service aluga empilhadeiras com capacidade de até sete toneladas para a montagem de eventos. Um dos clientes recentes foi a Expoagas, feira do setor supermercadista.
Superando adversidades
Nascido no bairro Morro Santana, zona leste da Capital, Oliveira lembra das dificuldades da infância.
– Era um lugar com muita criminalidade. Minha mãe, que trabalhava com cabelereira autônoma, não tinha muitas condições de criar eu e meus irmãos, inclusive de nos alimentar – conta.
Em um colégio interno onde estudou com bolsa, teve o primeiro contato com as máquinas e decidiu trabalhar no ramo. Uma das clientes da mãe o ajudou a conseguir uma vaga em um projeto social com educação profissionalizante. Fez diversos cursos e, após a formatura, conseguiu seu primeiro emprego. Trabalhou em empresas como Gerdau e John Deere até montar a Tronic Service em 2019.
*Com Diogo Duarte (diogo.duarte@zerohora.com.br)
Assista também ao programa Pílulas de Negócios, da coluna Acerto de Contas. Episódio desta semana: polêmica da energia renovável, leilão de ferrovias e o potencial do triticale
Coluna Giane Guerra (giane.guerra@rdgaucha.com.br)
Com Isadora Terra (isadora.terra@zerohora.com.br) e Diogo Duarte (diogo.duarte@zerohora.com.br)




