
A semana foi marcada pelo recorde de 150 mil pontos do Ibovespa, o índice com as ações mais negociadas na bolsa de valores de São Paulo. É um marco nominal, ou seja, sem correção de inflação ou dólar. Ainda assim, é relevante, destacou o CEO da Warren, Tito Gusmão, em entrevista ao Gaúcha Atualidade, da Rádio Gaúcha.
É relevante?
Tem um valor simbólico. Apesar da volatilidade de um sobe e desce, a bolsa emplacou este recorde. O Brasil tem o aspecto político e a bolsa poderia estar melhor. Mas há o movimento de empresas brasileiras que vêm acelerando por entregarem resultado e, principalmente, por expectativas de diminuição da taxa de juro aqui e nos Estados Unidos.
O que pode atrapalhar?
O resultado das empresas, que é o que vai formar preço. Será que a bolsa está cara agora com o recorde? Não, vejo mais oportunidades, com empresas entregando performance no longo prazo. Por indicadores como o Price Earnings, ações brasileiras ainda estão baratas.
E o receio com as eleições, que costumam elevar gastos de governo?
É a pergunta de um bilhão. O fator político etéreo "dá preço importante" no Brasil, ainda que haja expectativa de queda no juro. Deve ter bastante volatilidade no mercado, com medo de o governo federal não olhar com carinho para as contas públicas.
Quais as apostas para o investidor menor, chamado "de varejo"?
O objetivo número um é o dinheiro de curto prazo para acionar a qualquer momento, sem volatilidade, que possa resgatar rapidamente. Deve ser em renda fixa apesar da queda do juro. Somos o país da renda fixa, há muitos produtos bons, com baixo risco e resgate imediato. Já para longo prazo, que é o segundo objetivo que todos devem ter para aposentadoria ou preservar patrimônio, é importante um pouco mais de diversificação, de "pimenta", incluindo fundos de ações e, inclusive, esse mundo todo de criptoativos. Olhar a bolsa brasileira faz parte disso. A minha sugestão é sempre comprar uma cesta de ações, que pode ser por fundo de investimentos ou ETFs (fundos negociados na bolsa como uma ação). Sugestão também empresas que não são locais.
Ouça a entrevista na íntegra:
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